R. Irmã Benwarda, nº 53, Centro, Florianópolis/SC contato@prevencordis.com.br (48) 3037-3900 Trabalhe Conosco

Posts

Holter: como é e para que serve

Holter é um exame cardiológico utilizado para registrar e gravar os batimentos cardíacos por um determinado período, geralmente de 24 horas até 72 horas. O registro é feito por um dispositivo portátil que monitora a atividade elétrica do coração. Dessa forma, é como um eletrocardiograma por um tempo prolongado.

Com mais de 50 anos de existência, o Holter ainda é um dos métodos mais utilizados para detectar problemas nos batimentos cardíacos. Além disso, a técnica vem evoluindo a cada ano. Assim, atualmente apresenta aparelhos menores e mais práticos.

 

Quando o Holter é indicado?

O exame de Holter é utilizado para detectar anormalidade nos batimentos cardíacos. Segundo o médico cardiologista da Prevencordis, Dr. Fabricio Mallmann (CRM 14425 / RQE 8979), o exame é indicado para “investigação de palpitação, irregularidades dos batimentos, desmaios, tonturas e cansaço. Utiliza-se também para investigação de causa de acidente vascular cerebral (AVC)”.

O objetivo do Holter é avaliar os batimentos do coração durante as atividades diárias, como trabalho, exercícios físicos, repouso, estresse. O exame classifica e quantifica os tipos de arritmia e informa a frequência cardíaca mínima, média e a máxima. Além disso, é indicado também para acompanhamento de pacientes que usam marcapasso ou cardiodesfibriladores.

 

“Em pacientes com AVC de causa não determinada, sugere-se repetir o Holter para aumentar a possibilidade de detecção de arritmias paroxísticas (sazonais) como causa do AVC.” – Dr. Fabricio Mallmann (CRM 14425 / RQE 8979), cardiologista da Clínica Prevencordis. 

 

A Sociedade Brasileira de Cardiologia sugere a utilização do Holter nas seguintes situações:

  • Investigação de arritmias como causa de sintomas ocorridos durante as atividades diárias;
  • Avaliação de suspeita de isquemia miocárdica;
  • Avaliação da resposta terapêutica de agentes antiarrítmicos e anti-isquêmicos;
  • Auxílio de diagnóstico de eventos cardíacos futuros.

 

Como é realizado o Holter?

O Holter é um exame simples e indolor que não impede as atividades diárias do paciente. Na clínica, três eletrodos são fixados no tórax do paciente. Eles ficam conectados a um pequeno aparelho, acoplado na cintura. Os batimentos cardíacos ficam registrados e gravados no dispositivo. 

Depois, o paciente pode realizar a sua rotina normalmente. A cada hora, o Holter calcula a frequência cardíaca média, máxima e mínima. Além disso, também registra a distribuição de eventos arrítmicos e isquêmicos e os traçados eletrocardiográficos selecionados. Após 24 horas, o paciente retorna à clínica para a retirada do aparelho. Os registros são então analisados e o laudo é realizado pelo cardiologista especializado em arritmias cardíacas. 

 

Preparação para o Exame

Apesar de simples, a realização do exame de Holter demanda alguns cuidados. Durante o exame, o paciente não poderá tomar banho. Dessa forma, orienta-se que o paciente tome banho antes da colocação do aparelho na clínica. Além disso, é necessária a depilação dos pelos em excesso no tórax e, também, limpeza para a fixação correta dos eletrodos no peito.

 

Holter x Mapa

Holter e Mapa são exames de monitoração cardíaca fora do ambiente hospitalar. Na maioria das vezes, ambos tem duração de 24 horas, porém com objetivos diferentes. 

O Holter monitora os batimentos cardíacos com o objetivo de investigar irregularidades na frequência cardíaca. Dessa forma, busca diagnosticar doenças como as arritmias cardíacas.

 Já o Mapa é a monitorização da pressão arterial. Assim, é utilizado para identificar hipertensão arterial e para a resposta do seu tratamento. Para a realização do MAPA, utiliza-se o manguito do esfigmomanômetro (“aparelho de pressão”). O dispositivo é colocado em um dos braços para registro da pressão arterial.

Diante de sintomas como palpitações ou desmaios, consulte seu cardiologista clínico para uma avaliação cardiológica. Ele poderá incluir a realização do exame de Holter. Se precisar, conte com a equipe de cardiologistas da Clínica Prevencordis, em Florianópolis, para consultas e exames cardiológicos.  

 

 

 

 

O que é arritmia e quando se preocupar

Arritmia cardíaca é uma alteração na geração ou na condução do estímulo elétrico do coração, que pode provocar alterações no ritmo cardíaco. No Brasil, a doença é responsável por 320 mil mortes súbitas por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas. Estima-se que um a cada 10 brasileiros sofra com algum tipo de descompasso nas batidas do coração. 

Tipos de Arritmias Cardíacas

De acordo com o médico Cardiologista Fabrício Malmann (CRM 14425 / RQE 8979),  existem vários tipos de arritmias cardíacas. Elas se dividem em: taquicardia, que é o aumento dos batimentos cardíacos, e bradicardia, que é caracterizada pela diminuição dos batimentos cardíacos.

Taquicardias

As taquicardias podem ser benignas, como a  taquicardia sinusal (aumento fisiológico dos batimentos cardíacos). No entanto, existem também taquiarritmias graves, que podem levar à morte. Entre elas, podemos citar a taquicardia ventricular. 

“Um tipo comum de taquiarritmia é a fibrilação atrial, que é a arritmia mais comum no dia-a-dia, principalmente entre os idosos”, explica o médico. A fibrilação atrial está associada a um maior risco de complicações cardiovasculares. Entre eles, insuficiência cardíaca e o risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC).

Bradicardias

Já as bradicardias apresentam uma ampla variabilidade. Podem ser desde fisiológicas (bradicardia sinusal, comum em atletas) até bloqueios atrioventriculares. Estes últimos necessitam de implante de marcapassos cardíacos para manter o batimento cardíaco normalizado.

Quando a arritmia é preocupante?

As arritmias cardíacas podem trazer uma série de complicações graves, inclusive o óbito. Desmaios, insuficiência cardíaca, edema agudo de pulmão, AVC e parada cardíaca são algumas das complicações da doença. 

Portanto, as alterações nos batimentos do coração devem ser investigadas ao sinal dos primeiros sintomas. O médico cardiologista é o profissional indicado para avaliar os sintomas e realizar o diagnóstico. Dessa forma, é aconselhável agendar uma consulta. 

 

“Quando a pessoa apresenta sintomas de palpitação, irregularidade dos batimentos cardíacos, “coração acelerado”, deve buscar avaliação médica. Outros sintomas com desmaios, cansaço e dor no peito, são sinais de alerta. Além disso, aqueles que apresentam história na família de morte súbita (sem causa conhecida) em familiares mais jovens ou com história de desmaios, também devem consultar o cardiologista”, alerta Dr. Fabrício Malmann (CRM 14425 / RQE 8979). 

 

Quando procurar atendimento de emergência?

Tanto acelerados quanto lentos, os batimentos cardíacos podem ser sinal de alterações graves no coração. Assim, demandam rapidez no atendimento.  

Considera-se batimento cardíaco acelerado quando a pessoa tem mais de 100 batimentos por minuto. Se for um episódio de início agudo e duradouro, associado ou não com sintomas como fraqueza, tontura, desmaios e falta de ar, a pessoa deve procurar atendimento médico de emergência. Se o episódio durar poucos minutos, deve marcar consulta com cardiologista.

É considerado batimento cardíaco lento quando a pessoa tem menos de 60 batimentos por minuto. Essa medição deve ser realizada através do pulso, aparelho de pressão arterial (esfigmomanômetro), oxímetro (aparelho que detecta nível de oxigênio e também batimentos) ou relógio de pulso com detecção de batimentos. Se for episódio de início agudo associado a tontura, fraqueza ou desmaios, deve-se procurar atendimento de emergência. Caso não apresente sintomas associados, deve-se marcar consulta com cardiologista para investigação.

Como é feito o diagnóstico de arritmia cardíaca?

A arritmia cardíaca é diagnosticada pela avaliação dos batimentos cardíacos. Geralmente, a alteração do ritmo cardíaco é identificada em alguns exames cardiológicos. Entre eles, o eletrocardiograma, que é um exame prático e rápido. Outros métodos também são utilizados, como o Holter 24 horas e o teste ergométrico.

“A maneira mais fácil de identificar uma arritmia é através do eletrocardiograma. No entanto, o paciente deve estar apresentando a alteração do ritmo cardíaco durante o exame, o que nem sempre acontece. Assim, caso as alterações dos batimentos cardíacos não sejam registradas no momento do eletrocardiograma ou não sejam duradouras, o paciente precisará realizar outros exames. Nesses casos, o Holter de 24 horas é o mais utilizado.” – Dr. Fabrício Malmann (CRM 14425 / RQE 8979), cardiologista da Clínica Prevencordis.

 

Os pacientes portadores de marcapasso, cardiodesfibriladores (CDI) ou ressincronizadores contam com o recurso de gravação dos batimentos cardíacos desses dispositivos. Assim, o cardiologista pode fazer uso dos registros para detectar a presença de arritmias. Atualmente, existem alguns relógios de pulso que também podem detectar arritmias cardíacas.

Tratamento da Arritmia Cardíaca

Com o diagnóstico da causa da arritmia confirmado, o médico cardiologista é capaz de conduzir o tratamento mais adequado. Cada arritmia cardíaca tem um tipo específico de tratamento.

No caso de arritmias benignas e pouco frequentes, o tratamento varia desde acompanhamento clínico sem medicação até o uso regular de medicamentos. Geralmente, a adoção da medicação destina-se a evitar ou controlar novos episódios de arritmia. 

No entanto, em casos mais complexos, alguns procedimentos também podem fazer parte do tratamento da arritmia. Entre eles,o implante de marcapassos ou cardiodesfibriladores, a cardioversão elétrica (popularmente conhecida como “choque”) e a ablação. Esta última é um procedimento através de cateteres para identificação e eliminação do foco da arritmia diretamente no coração.

Como vimos, as arritmias cardíacas podem ser benignas ou mesmo bastante graves. Por isso, diante do aparecimento de sintomas, procure um médico cardiologista. A Prevencordis conta com uma equipe de profissionais especializados e que podem lhe ajudar! Conte conosco!

 

5 Dicas para Prevenção das Doenças Cardiovasculares

As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo. A Organização Mundial de Saúde (OMS) estima que, em 2015, mais de 17 milhões de pessoas morreram decorrente dessas doenças. Esse número representa 30% de todas as mortes em nível global.

Os dados são alarmantes e merecem atenção especial. Principalmente, porque a maioria das doenças cardiovasculares podem ser prevenidas. Além disso, algumas enfermidades podem ser evitadas seguindo certas orientações. É o caso do tabagismo, por exemplo. De acordo com pesquisa divulgada pela Universidade Federal de São Paulo, o tabaco é a principal causa de mortes evitáveis em todo o mundo.

Com base nessas informações, elencamos 5 dicas para prevenir as doenças cardiovasculares e ter uma vida saudável:

1. Não fume

Além de prejudicar o pulmão, o tabagismo também traz danos a outros órgãos. A fumaça inalada prejudica a parede dos vasos sanguíneos, favorecendo o acúmulo de gordura. O bloqueio das artérias causa doenças graves como infarto do miocárdio e Acidente Vascular Cerebral (AVC).  

O tabagismo também influencia no mecanismo de contração e relaxamento, prejudicando assim, a circulação do sangue. Além disso, as mulheres que fumam e usam pílula anticoncepcional estão mais suscetíveis a problemas cardiovasculares, como trombose e AVC. 

Outros prejuízos causados pelo tabagismo:

 

  • Elevação da pressão arterial e aumento da frequência cardíaca, que também são fatores de risco para doenças cardiovasculares;
  • Indução à resistência à insulina e diabetes;
  • Elevação do risco de trombose;
  • Redução da quantidade de oxigênio transportada pelo sangue.

 

Os fumantes passivos, aqueles que não fumam, mas respiram a fumaça do tabaco, também correm risco. Segundo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), eles têm uma probabilidade aumentada em 25 a 30% de desenvolver doenças do coração. 

A boa notícia é que parando de fumar o risco de morte por infarto do miocárdio cai pela metade após um ano. Repense seus hábitos e dê uma chance à vida!! 

2. Reduza a ingestão de alimentos gordurosos e ricos em sódio

Com a correria do dia a dia, comer algum alimento pronto pode facilitar bastante. No entanto, as refeições industrializadas escondem um perigo iminente. Elas são ricas em gorduras e sódio, que são prejudiciais à saúde do coração. 

Os alimentos gordurosos contribuem para o aumento de placas nas paredes das artérias, que impedem o fluxo sanguíneo. Esse bloqueio pode acarretar problemas como infarto e AVC. 

O consumo excessivo de sal também traz sérios danos ao coração, como o aumento da pressão arterial, por exemplo. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que o consumo de sal não ultrapasse 5 gramas por dia. No entanto, de acordo com o IBGE, os brasileiros consomem 12 gramas por dia, mais do que o dobro do recomendado. 

Seguir uma dieta saudável, rica em frutas, verduras, cereais e carnes magras é capaz de auxiliar na prevenção das doenças cardiovasculares. Além disso, auxiliam no controle do peso e na prevenção da obesidade, que também é um fator de risco para doenças do coração. Investir em uma alimentação saudável pode trazer grandes benefícios para a sua saúde como um todo. 

3. Pratique atividades físicas e controle o peso

A prática de atividades físicas regulares é importante para a manutenção da saúde e do bem-estar. Além disso, é uma ótima maneira de controlar o peso. 

A obesidade é um dos fatores de risco para diversos tipos de doenças, entre elas, as cardiovasculares, hipertensão, diabetes e câncer. Estima-se que 17,9% dos adultos brasileiros são obesos. Quando somados às pessoas com sobrepeso, esse número sobre para 58 milhões de pessoas. 

O Ministério da Saúde elenca outros benefícios da prática regular de atividades físicas:

 

  • Aumento da expectativa de vida;
  • Melhora do condicionamento muscular e cardiorrespiratório;
  • Fortalecimento dos ossos e músculos;
  • Manutenção da autonomia nas atividades diárias e prevenção do risco de quedas para pessoas de terceira idade.
  • Redução do risco de doenças cardiovasculares, diabetes, osteoporose, fibromialgia, alguns cânceres, entre outras doenças;
  • Controle da pressão arterial e dos níveis de açúcar no sangue;
  • Melhora da saúde mental e do humor;
  • Redução do estresse;
  • Melhora em quadros de depressão;
  • Aumento da autoestima e da sensação de bem-estar;
  • Melhora da qualidade do sono.

4. Controle sua pressão arterial

A hipertensão pode ser uma doença silenciosa. A maioria das pessoas não apresenta os sintomas. No entanto, quando os níveis de pressão persistem acima de 140 mm por 90 mmHg ou 14 por 9 cmHg, é preciso acompanhar com o cardiologista. A hipertensão pode trazer consequências graves à saúde, como infarto, AVC e insuficiência renal. 

Adotar hábitos saudáveis é maneira mais eficaz de combater a hipertensão e as doenças do coração. Incluir frutas, verduras, cereais e carnes magras na dieta é fundamental para manter uma vida saudável. Controlar o consumo de sal também é crucial para evitar o aumento da pressão. Além disso, praticar atividades físicas regulares auxilia no controle da pressão arterial.

Fazer a aferição da pressão com frequência também é importante, uma vez que a doença pode ser silenciosa. Essa é única maneira de saber se a pressão está alterada. Pessoas com histórico familiar de hipertensão deve ter uma atenção redobrada.

5. Evite o consumo de bebida alcoólica

O consumo excessivo de álcool pode trazer diversos danos a saúde física e mental, além de problemas sociais. A bebida alcoólica é tóxica ao organismo. Assim, quando usada em excesso, pode causar diversos tipos de câncer, problemas hepáticos, além de aumentar o risco de infarto e de Acidente Vascular Cerebral (AVC). 

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), 5% das doenças mundiais são causadas pelo álcool. Em 2018, 19% das mortes por doenças cardiovasculares foram decorrentes do consumo de bebidas alcoólicas.   

A OMS afirma que não existe um volume seguro de consumo de álcool. No entanto, a organização orienta que, caso opte-se pelo consumo, que ele seja limitado, uma vez que o álcool causa dependência e traz diversos danos à saúde.  

As doenças cardiovasculares acometem um grande número de pessoas em todo o mundo. No entanto, como vimos, a maioria delas pode ser prevenida. Repense seus hábitos e faça as mudanças necessárias para melhorar a sua qualidade de vida e se manter longe de doenças. O acompanhamento com o cardiologista também é importante. O médico pode lhe auxiliar tanto na orientação para a prevenção das doenças do coração quanto para o diagnóstico e tratamento, quando for o caso. Conte com a Prevencordis no cuidado com o seu coração!