Diabetes e Saúde do Coração: fique atento

Diabetes é uma doença que ocorre quando o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. A função desta substância é captar a glicose no sangue e transformar em energia para o organismo. Assim, a diminuição ou falta de insulina causa hiperglicemia ou aumento de açúcar no sangue, ocasionando sérios problemas à saúde. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o diabetes atinge 13 milhões de pessoas no Brasil e é responsável por 5% das mortes em todo o mundo.  

A grande maioria dos casos de diabetes está subdividida em dois grupos: Tipo 1 e Tipo 2. No tipo 1, a deficiência de insulina é causada pela destruição das células pancreáticas decorrente de um processo imunológico. Ou seja, em outras palavras, o próprio organismo destrói as células. 

Já o diabetes tipo 2 representa o maior número de casos, cerca de 90%. Nesse tipo, a insulina é produzida pelo organismo, porém não de forma eficiente, caracterizando resistência insulínica.

“O diabetes tipo 1 tem início na infância e adolescência. Por outro lado, o tipo 2 costuma surgir na vida adulta, em torno dos 40 – 50 anos de idade. Ambos representam fator de risco para a doença cardiovascular. No entanto, o tipo 1, quando mal controlado, tende a desencadear a doença coronariana em idades bem mais jovens.” – Dr. Rodrigo Morato Valério (CRM 19235 RQE 12510), cardiologista da Clínica Prevencordis, em Florianópolis/SC.

Como o diabetes pode afetar o coração

O diabetes, tanto no tipo 1 quanto no 2, é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. De acordo com o cardiologista Dr. Rodrigo Morato Valério (CRM 19235 – RQE 12510), um dos motivos “é o fato do diabetes ter um grande potencial aterogênico, ou seja, que facilita a formação de ‘placas de gordura’ nas artérias”, explica. 

A obstrução das artérias afeta a capacidade de fornecimento de oxigênio e sangue para o organismo. Além disso, essa situação pode impedir o fluxo sanguíneo e causar problemas como o infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca. 

“Por esse motivo, os portadores de diabetes precisam estar atentos e seguir o tratamento corretamente. O diabetes é uma doença crônica, ou seja, não tem cura, mas pode e deve ser controlada para evitar complicações. Assim, é fundamental o acompanhamento médico e o controle do diabetes. Alguns autores relatam que apenas 5 anos de diabetes mal controlado já podem levar a problemas mais graves de saúde.”- Dr. Rodrigo Morato Valério (CRM 19235 – RQE 12510), médico cardiologista.

Como saber se tenho diabetes?

O diabetes é diagnosticado pelo exame de sangue, que revela se há alteração na taxa de glicemia. Com a confirmação de alteração, são solicitados exames mais detalhados. Os níveis normais de glicemia não podem passar de 100 mg/dl em jejum e 140 mg/dl duas horas após uma refeição. Valores acima destes índices são considerados anormais e precisam de investigação mais profunda.

De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sintomas do diabetes são: fome e sede excessiva e vontade de urinar várias vezes ao dia. No entanto, alguns sintomas são diferentes no tipo 1 e tipo 2: 

Sintomas do Diabetes Tipo 1:

  • Fome frequente;
  • Sede constante;
  • Vontade de urinar diversas vezes ao dia;
  • Perda de peso;
  • Fraqueza;
  • Fadiga;
  • Mudanças de humor;
  • Náusea e vômito.

Sintomas do Diabetes Tipo 2: 

  • Fome frequente;
  • Sede constante;
  • Formigamento nos pés e mãos;
  • Vontade de urinar diversas vezes;
  • Infecções frequentes na bexiga, nos rins e infecções de pele;
  • Feridas que demoram para cicatrizar;
  • Visão embaçada.

Tratamento Adequado do Diabetes

Com o diagnóstico de diabetes confirmado, o médico indicará o melhor caminho para controlar a doença. A condução do tratamento é determinada caso a caso, de acordo com a condição clínica de cada paciente. 

O cardiologista Dr. Rodrigo Morato Valério (CRM 19235 – RQE 12510) explica que o tratamento adequado é multidisciplinar, ou seja, conta com profissionais de diversas área da saúde. “Nutricionista, orientador para atividade física, cardiologista e endocrinologista são alguns dos profissionais que devem fazer parte do tratamento. Quanto mais o paciente conhecer a própria doença, melhor será sua qualidade de vida”, ressalta.

Para evitar as complicações do diabetes, como as doenças cardiovasculares, é preciso controlar os níveis de açúcar no sangue. Além da medicação específica, faz-se necessária também uma adequação na alimentação, principalmente restringindo a ingestão de doces e gorduras. A prática de exercícios físicos é também fundamental para o sucesso do tratamento e controle do diabetes.

Para os pacientes que estão acima do peso, emagrecer faz parte do tratamento para controlar a doença. A obesidade e o excesso de peso são fatores de risco para diversas doenças, incluindo o diabetes e a hipertensão, que podem evoluir para síndrome metabólica. Juntas, essas enfermidades elevam ainda mais o risco cardiovascular. 

Complicações do Diabetes

Conhecer o diabetes e suas possíveis complicações é importante para que o paciente controle a doença de forma mais efetiva. Além do infarto do miocárdio e do AVC, o diabetes também pode levar à doença renal crônica, arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca e complicações infecciosas. 

Outras complicações do diabetes podem levar à queda considerável da qualidade de vida. São elas: retinopatia diabética (pode levar à cegueira), demência cerebrovascular, sequelas de AVC, neuropatias diabética (diversas apresentações), doença arterial periférica com frequentes amputações de membros, entre outras.

Como prevenir as complicações do diabetes

Como vimos, o diabetes não tem cura. Além da alimentação adequada, da prática de atividades físicas e do uso de medicação, é fundamental fazer o acompanhamento médico e controle periódicos. 

“A melhor medida de prevenção das complicações do diabetes é o controle da doença. Assim, o paciente diabético deve realizar as consultas de rotina para controlar sua condição clínica. Nessas consultas, são abordados aspectos como: orientação dietética (imprescindível para o controle do diabetes), atividade física regular, controle da pressão arterial, colesterol, interrupção do tabagismo, entre outros” – Dr. Rodrigo Morato Valério (CRM 19235 – RQE 12510).

O controle do diabetes exige dedicação do paciente. Converse com o seu médico ao sinal de sintomas e faça o acompanhamento regularmente. Além disso, mantenha alimentação saudável e prática de exercícios físicos. Afinal, são formas de prevenção de muitas doenças. Conte conosco sempre que precisar!

Síndrome Metabólica e as Doenças Cardiovasculares

A Síndrome Metabólica é caracterizada por um conjunto de enfermidades associadas à obesidade. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, foi na década de 80 que se começou a observar a associação entre doenças como hipertensão, alterações na glicose e no colesterol à obesidade. Essa relação foi observada, principalmente, com a obesidade central, que se concentra no abdômen. Além disso, observou-se que essas condições tinham em comum a resistência à insulina. Esse conjunto de condições retrata a Síndrome Metabólica.

Com a constatação da relação da síndrome com as doenças cardiovasculares, a preocupação aumentou entre a classe médica. Pessoas com Síndrome Metabólica têm chances três vezes maiores de morte por doença cardiovascular e duas vezes maior de mortalidade geral. Por isso, saber o que é a Síndrome Metabólica, quais as causas e os tratamentos é tão importante. 

Causas e Fatores de Risco 

De acordo com a endocrinologista Kristhiane Di Domenico (CRM 10458 – RQE 8908), a principal causa da síndrome metabólica é a obesidade. “Hoje em dia sabemos que o fator genético influencia bastante na questão da obesidade. No entanto, hábitos de vida não saudáveis favorecem o excesso de peso e a obesidade. Por sua vez, essa condição favorece o aparecimento de outras doenças que compõem a síndrome. Por isso, dizemos que a obesidade é a base da síndrome metabólica”, explica.

A obesidade e o sedentarismo estão entre as principais causas de aumento da pressão arterial, diabetes e dislipidemia (gordura no sangue). Essas condições, quando ocorrem de forma isolada, já representam risco cardiovascular. Quando juntas, potencializam o risco e as complicações. 

 

“Por isso, é importante tratar todas as condições de saúde associadas à síndrome metabólica de forma conjunta. Como estão diretamente relacionados à obesidade, é fundamental buscar também a redução de peso. Dessa forma, é preciso cuidar da alimentação e fazer exercícios físicos regularmente, além da adoção de tratamento medicamentoso, em muitos casos”, ressalta Dra. Kristhiane Di Domenico (CRM 10458 – RQE 8908), endocrinologista em Florianópolis/SC. 

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Síndrome Metabólica ocorre quando o paciente apresenta três, dos cinco critérios abaixo:

 

  • Obesidade central – circunferência da cintura superior a 88 cm na mulher e 102 cm no homem;
  • Hipertensão arterial – pressão arterial sistólica de 130 mmHg e/ou pressão arterial diastólica de 85 mmHg, ou seja 13 por 8;
  • Glicemia alterada (glicemia 110 mg/dl) ou diagnóstico de Diabetes;
  • Triglicerídeos acima de 150 mg/dl;
  • HDL colesterol (colesterol bom) menor que 40 mg/dl em homens e menor que 50 mg/dl em mulheres.

Obesidade Central

A obesidade é um mal presente em todo o mundo. No Brasil, 19,8% da população é obesa, de acordo com dados de 2018, divulgados pelo Ministério da Saúde. Já o sobrepeso tem um índice ainda maior, atingindo 55,7%, ou seja, mais da metade da população. Nesse contexto, os dados são alarmantes e merecem atenção especial. No entanto, no caso da Síndrome Metabólica, mais do que a obesidade total, a obesidade central é mais preocupante.

 

“A obesidade central não é, necessariamente, o excesso de peso, mas sim a cintura aumentada. Ou seja, quando falamos em obesidade central, não falamos em Índice de Massa Corporal (IMC), mas da circunferência da cintura. Quando a cintura é maior de 88 cm na mulher e maior de 102 no homem, é um sinal de alerta. Por isso, para diminuir a obesidade central, às vezes não adianta apenas fazer dieta. Afinal, o peso pode diminuir, mas a gordura abdominal continuar. Então, é preciso aliar alimentação com exercício físico. Isso precisa ser orientado aos pacientes diagnosticados com a Síndrome Metabólica.”, explica a endocrinologista, Dra. Kristhiane Di Domenico (CRM 10458 – RQE 8908).

 

A gordura concentrada na região abdominal é bastante prejudicial à saúde. Isso porque ela produz substâncias que causam a obstrução dos vasos sanguíneos. Essa condição eleva o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC).

Como tratar a Síndrome Metabólica?

Muitas pessoas com Síndrome Metabólica não sabem que são portadoras da doença. Em geral, costumam identificar a hipertensão, o Diabetes e a obesidade, mas os tratam de forma isolada. 

 

“A maioria dos pacientes com Diabetes tipo 2 sofre – ou sofrerá de Síndrome Metabólica um dia, uma vez que estão diretamente associadas. Por isso é tão importante o acompanhamento médico periódico”, complementa Dra. Kristhiane Di Domenico (CRM 10458 – RQE 8908).

 

É importante salientar que o tratamento da Síndrome Metabólica passa por especialistas de diversas áreas. Afinal, trata-se de uma síndrome, e não de uma doença isolada. Assim, uma equipe composta por cardiologista, endocrinologista, nutricionista e educador físico é importante na condução do tratamento. 

 

“O primeiro pilar do tratamento é a mudança dos hábitos de vida. Nela, a adequação da alimentação e a adoção de exercícios físicos regulares são fundamentais. As medicações específicas para cada doença entram em conjunto. Atualmente, algumas medicações tratam mais de uma doença, o que facilita para o paciente” explica Dra. Kristhiane Di Domenico (CRM 10458 – RQE 8908), endocrinologista.

 

Atividade Física no Tratamento Síndrome Metabólica

Como vimos, a atividade física regular é muito importante no tratamento da Síndrome Metabólica. Além da perda de peso, ela auxilia no aumento do HDL, o colesterol bom. 

 

“Mesmo hoje em dia, com os avanços da Medicina, não existe medicação para aumentar o colesterol bom (HDL). Os medicamentos para colesterol auxiliam a reduzir os níveis de colesterol ruim e, muitas vezes, acabam baixando o colesterol bom também. Assim, para aumentar o HDL, contamos com a ingestão de gorduras boas (provenientes das oleaginosas, das sementes, do abacate, etc) e com a atividade física. O que mais aumenta o HDL é o exercício físico regular e de intensidade moderada”, conclui a Dra. Kristhiane.

 

A Organização Mundial da Saúde recomenda a prática de atividades físicas, de leve à moderada, por 150 minutos semanais ou, pelo menos, 75 minutos de atividades de maior intensidade por semana. Com a rotina diária cada vez mais atribulada, nem sempre é possível realizar o exercício. A OMS dá algumas dicas para começar a prática e mudar os hábitos de vida ruins:

 

  • Encontre um local adequado para praticar as atividades físicas, como parques, praças e similares;
  • Comece com uma atividade que não exige alto preparo físico;
  • Pratique atividade física perto de casa, não exigindo grandes deslocamentos, o que ajuda na manutenção desse hábito;
  • Procure atividades realizadas por várias pessoas, inclusive do seu círculo de amizade, o que poderá ser um estímulo a mais.

Mudança de Hábitos de Vida

O tratamento da Síndrome Metabólica exige mudanças urgentes no estilo de vida. Apesar de nem sempre ser fácil, essa mudança é necessária e possível. “A Síndrome Metabólica é resultado de muitos anos de hábitos de vida ruins. Por isso, começa a dar sinais a partir dos 20 anos de idade. Ou seja, aparece por conta de maus hábitos a longo prazo. A dificuldade de mudá-los é o que torna a síndrome metabólica uma doença crônica”, conclui a Dra Kristhiane Di Domenico (CRM 10458 – RQE 8908). 

Apesar de ser uma doença crônica, a Síndrome Metabólica pode ser controlada com o tratamento adequado. Fique atento aos sintomas e acompanhe regularmente com seu médico. Mudar os hábitos de vida é fundamental para a manutenção de uma vida saudável. Conte com a Prevencordis sempre que precisar!

O que é arritmia e quando se preocupar

Arritmia cardíaca é uma alteração na geração ou na condução do estímulo elétrico do coração, que pode provocar alterações no ritmo cardíaco. No Brasil, a doença é responsável por 320 mil mortes súbitas por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Arritmias Cardíacas. Estima-se que um a cada 10 brasileiros sofra com algum tipo de descompasso nas batidas do coração. 

Tipos de Arritmias Cardíacas

De acordo com o médico Cardiologista Fabrício Malmann (CRM 14425 / RQE 8979),  existem vários tipos de arritmias cardíacas. Elas se dividem em: taquicardia, que é o aumento dos batimentos cardíacos, e bradicardia, que é caracterizada pela diminuição dos batimentos cardíacos.

Taquicardias

As taquicardias podem ser benignas, como a  taquicardia sinusal (aumento fisiológico dos batimentos cardíacos). No entanto, existem também taquiarritmias graves, que podem levar à morte. Entre elas, podemos citar a taquicardia ventricular. 

“Um tipo comum de taquiarritmia é a fibrilação atrial, que é a arritmia mais comum no dia-a-dia, principalmente entre os idosos”, explica o médico. A fibrilação atrial está associada a um maior risco de complicações cardiovasculares. Entre eles, insuficiência cardíaca e o risco aumentado de acidente vascular cerebral (AVC).

Bradicardias

Já as bradicardias apresentam uma ampla variabilidade. Podem ser desde fisiológicas (bradicardia sinusal, comum em atletas) até bloqueios atrioventriculares. Estes últimos necessitam de implante de marcapassos cardíacos para manter o batimento cardíaco normalizado.

Quando a arritmia é preocupante?

As arritmias cardíacas podem trazer uma série de complicações graves, inclusive o óbito. Desmaios, insuficiência cardíaca, edema agudo de pulmão, AVC e parada cardíaca são algumas das complicações da doença. 

Portanto, as alterações nos batimentos do coração devem ser investigadas ao sinal dos primeiros sintomas. O médico cardiologista é o profissional indicado para avaliar os sintomas e realizar o diagnóstico. Dessa forma, é aconselhável agendar uma consulta. 

 

“Quando a pessoa apresenta sintomas de palpitação, irregularidade dos batimentos cardíacos, “coração acelerado”, deve buscar avaliação médica. Outros sintomas com desmaios, cansaço e dor no peito, são sinais de alerta. Além disso, aqueles que apresentam história na família de morte súbita (sem causa conhecida) em familiares mais jovens ou com história de desmaios, também devem consultar o cardiologista”, alerta Dr. Fabrício Malmann (CRM 14425 / RQE 8979). 

 

Quando procurar atendimento de emergência?

Tanto acelerados quanto lentos, os batimentos cardíacos podem ser sinal de alterações graves no coração. Assim, demandam rapidez no atendimento.  

Considera-se batimento cardíaco acelerado quando a pessoa tem mais de 100 batimentos por minuto. Se for um episódio de início agudo e duradouro, associado ou não com sintomas como fraqueza, tontura, desmaios e falta de ar, a pessoa deve procurar atendimento médico de emergência. Se o episódio durar poucos minutos, deve marcar consulta com cardiologista.

É considerado batimento cardíaco lento quando a pessoa tem menos de 60 batimentos por minuto. Essa medição deve ser realizada através do pulso, aparelho de pressão arterial (esfigmomanômetro), oxímetro (aparelho que detecta nível de oxigênio e também batimentos) ou relógio de pulso com detecção de batimentos. Se for episódio de início agudo associado a tontura, fraqueza ou desmaios, deve-se procurar atendimento de emergência. Caso não apresente sintomas associados, deve-se marcar consulta com cardiologista para investigação.

Como é feito o diagnóstico de arritmia cardíaca?

A arritmia cardíaca é diagnosticada pela avaliação dos batimentos cardíacos. Geralmente, a alteração do ritmo cardíaco é identificada em alguns exames cardiológicos. Entre eles, o eletrocardiograma, que é um exame prático e rápido. Outros métodos também são utilizados, como o Holter 24 horas e o teste ergométrico.

“A maneira mais fácil de identificar uma arritmia é através do eletrocardiograma. No entanto, o paciente deve estar apresentando a alteração do ritmo cardíaco durante o exame, o que nem sempre acontece. Assim, caso as alterações dos batimentos cardíacos não sejam registradas no momento do eletrocardiograma ou não sejam duradouras, o paciente precisará realizar outros exames. Nesses casos, o Holter de 24 horas é o mais utilizado.” – Dr. Fabrício Malmann (CRM 14425 / RQE 8979), cardiologista da Clínica Prevencordis.

 

Os pacientes portadores de marcapasso, cardiodesfibriladores (CDI) ou ressincronizadores contam com o recurso de gravação dos batimentos cardíacos desses dispositivos. Assim, o cardiologista pode fazer uso dos registros para detectar a presença de arritmias. Atualmente, existem alguns relógios de pulso que também podem detectar arritmias cardíacas.

Tratamento da Arritmia Cardíaca

Com o diagnóstico da causa da arritmia confirmado, o médico cardiologista é capaz de conduzir o tratamento mais adequado. Cada arritmia cardíaca tem um tipo específico de tratamento.

No caso de arritmias benignas e pouco frequentes, o tratamento varia desde acompanhamento clínico sem medicação até o uso regular de medicamentos. Geralmente, a adoção da medicação destina-se a evitar ou controlar novos episódios de arritmia. 

No entanto, em casos mais complexos, alguns procedimentos também podem fazer parte do tratamento da arritmia. Entre eles,o implante de marcapassos ou cardiodesfibriladores, a cardioversão elétrica (popularmente conhecida como “choque”) e a ablação. Esta última é um procedimento através de cateteres para identificação e eliminação do foco da arritmia diretamente no coração.

Como vimos, as arritmias cardíacas podem ser benignas ou mesmo bastante graves. Por isso, diante do aparecimento de sintomas, procure um médico cardiologista. A Prevencordis conta com uma equipe de profissionais especializados e que podem lhe ajudar! Conte conosco!