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COVID-19 | Comunicado

Prezados pacientes,

Como medida preventiva à disseminação do coronavírus e seguindo as normativas das entidades regulatórias, informamos que prorrogaremos a suspensão dos atendimentos eletivos do dia 30 de março de 2020 até 12 de abril de 2020.

Conforme a evolução da situação e diretrizes das entidades médicas e regulatórias, reavaliaremos o retorno das atividades na sequência.

Continuaremos prestando assistência aos nossos pacientes nos seguintes números:

  • Recados e Agendamentos – [48] 99111-7841 ou [48] 99159-1512
  • Autorizações – [48] 99152-2521
  • Demais assuntos – [48] 99112-3621

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Contamos com a colaboração de todos na prevenção!

Diabetes e Saúde do Coração: fique atento

Diabetes é uma doença que ocorre quando o pâncreas produz pouca ou nenhuma insulina. A função desta substância é captar a glicose no sangue e transformar em energia para o organismo. Assim, a diminuição ou falta de insulina causa hiperglicemia ou aumento de açúcar no sangue, ocasionando sérios problemas à saúde. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), o diabetes atinge 13 milhões de pessoas no Brasil e é responsável por 5% das mortes em todo o mundo.  

A grande maioria dos casos de diabetes está subdividida em dois grupos: Tipo 1 e Tipo 2. No tipo 1, a deficiência de insulina é causada pela destruição das células pancreáticas decorrente de um processo imunológico. Ou seja, em outras palavras, o próprio organismo destrói as células. 

Já o diabetes tipo 2 representa o maior número de casos, cerca de 90%. Nesse tipo, a insulina é produzida pelo organismo, porém não de forma eficiente, caracterizando resistência insulínica.

“O diabetes tipo 1 tem início na infância e adolescência. Por outro lado, o tipo 2 costuma surgir na vida adulta, em torno dos 40 – 50 anos de idade. Ambos representam fator de risco para a doença cardiovascular. No entanto, o tipo 1, quando mal controlado, tende a desencadear a doença coronariana em idades bem mais jovens.” – Dr. Rodrigo Morato Valério (CRM 19235 RQE 12510), cardiologista da Clínica Prevencordis, em Florianópolis/SC.

Como o diabetes pode afetar o coração

O diabetes, tanto no tipo 1 quanto no 2, é um dos principais fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. De acordo com o cardiologista Dr. Rodrigo Morato Valério (CRM 19235 – RQE 12510), um dos motivos “é o fato do diabetes ter um grande potencial aterogênico, ou seja, que facilita a formação de ‘placas de gordura’ nas artérias”, explica. 

A obstrução das artérias afeta a capacidade de fornecimento de oxigênio e sangue para o organismo. Além disso, essa situação pode impedir o fluxo sanguíneo e causar problemas como o infarto do miocárdio, acidente vascular cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca. 

“Por esse motivo, os portadores de diabetes precisam estar atentos e seguir o tratamento corretamente. O diabetes é uma doença crônica, ou seja, não tem cura, mas pode e deve ser controlada para evitar complicações. Assim, é fundamental o acompanhamento médico e o controle do diabetes. Alguns autores relatam que apenas 5 anos de diabetes mal controlado já podem levar a problemas mais graves de saúde.”- Dr. Rodrigo Morato Valério (CRM 19235 – RQE 12510), médico cardiologista.

Como saber se tenho diabetes?

O diabetes é diagnosticado pelo exame de sangue, que revela se há alteração na taxa de glicemia. Com a confirmação de alteração, são solicitados exames mais detalhados. Os níveis normais de glicemia não podem passar de 100 mg/dl em jejum e 140 mg/dl duas horas após uma refeição. Valores acima destes índices são considerados anormais e precisam de investigação mais profunda.

De acordo com o Ministério da Saúde, os principais sintomas do diabetes são: fome e sede excessiva e vontade de urinar várias vezes ao dia. No entanto, alguns sintomas são diferentes no tipo 1 e tipo 2: 

Sintomas do Diabetes Tipo 1:

  • Fome frequente;
  • Sede constante;
  • Vontade de urinar diversas vezes ao dia;
  • Perda de peso;
  • Fraqueza;
  • Fadiga;
  • Mudanças de humor;
  • Náusea e vômito.

Sintomas do Diabetes Tipo 2: 

  • Fome frequente;
  • Sede constante;
  • Formigamento nos pés e mãos;
  • Vontade de urinar diversas vezes;
  • Infecções frequentes na bexiga, nos rins e infecções de pele;
  • Feridas que demoram para cicatrizar;
  • Visão embaçada.

Tratamento Adequado do Diabetes

Com o diagnóstico de diabetes confirmado, o médico indicará o melhor caminho para controlar a doença. A condução do tratamento é determinada caso a caso, de acordo com a condição clínica de cada paciente. 

O cardiologista Dr. Rodrigo Morato Valério (CRM 19235 – RQE 12510) explica que o tratamento adequado é multidisciplinar, ou seja, conta com profissionais de diversas área da saúde. “Nutricionista, orientador para atividade física, cardiologista e endocrinologista são alguns dos profissionais que devem fazer parte do tratamento. Quanto mais o paciente conhecer a própria doença, melhor será sua qualidade de vida”, ressalta.

Para evitar as complicações do diabetes, como as doenças cardiovasculares, é preciso controlar os níveis de açúcar no sangue. Além da medicação específica, faz-se necessária também uma adequação na alimentação, principalmente restringindo a ingestão de doces e gorduras. A prática de exercícios físicos é também fundamental para o sucesso do tratamento e controle do diabetes.

Para os pacientes que estão acima do peso, emagrecer faz parte do tratamento para controlar a doença. A obesidade e o excesso de peso são fatores de risco para diversas doenças, incluindo o diabetes e a hipertensão, que podem evoluir para síndrome metabólica. Juntas, essas enfermidades elevam ainda mais o risco cardiovascular. 

Complicações do Diabetes

Conhecer o diabetes e suas possíveis complicações é importante para que o paciente controle a doença de forma mais efetiva. Além do infarto do miocárdio e do AVC, o diabetes também pode levar à doença renal crônica, arritmias cardíacas, insuficiência cardíaca e complicações infecciosas. 

Outras complicações do diabetes podem levar à queda considerável da qualidade de vida. São elas: retinopatia diabética (pode levar à cegueira), demência cerebrovascular, sequelas de AVC, neuropatias diabética (diversas apresentações), doença arterial periférica com frequentes amputações de membros, entre outras.

Como prevenir as complicações do diabetes

Como vimos, o diabetes não tem cura. Além da alimentação adequada, da prática de atividades físicas e do uso de medicação, é fundamental fazer o acompanhamento médico e controle periódicos. 

“A melhor medida de prevenção das complicações do diabetes é o controle da doença. Assim, o paciente diabético deve realizar as consultas de rotina para controlar sua condição clínica. Nessas consultas, são abordados aspectos como: orientação dietética (imprescindível para o controle do diabetes), atividade física regular, controle da pressão arterial, colesterol, interrupção do tabagismo, entre outros” – Dr. Rodrigo Morato Valério (CRM 19235 – RQE 12510).

O controle do diabetes exige dedicação do paciente. Converse com o seu médico ao sinal de sintomas e faça o acompanhamento regularmente. Além disso, mantenha alimentação saudável e prática de exercícios físicos. Afinal, são formas de prevenção de muitas doenças. Conte conosco sempre que precisar!

Síndrome Metabólica e as Doenças Cardiovasculares

A Síndrome Metabólica é caracterizada por um conjunto de enfermidades associadas à obesidade. Segundo a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, foi na década de 80 que se começou a observar a associação entre doenças como hipertensão, alterações na glicose e no colesterol à obesidade. Essa relação foi observada, principalmente, com a obesidade central, que se concentra no abdômen. Além disso, observou-se que essas condições tinham em comum a resistência à insulina. Esse conjunto de condições retrata a Síndrome Metabólica.

Com a constatação da relação da síndrome com as doenças cardiovasculares, a preocupação aumentou entre a classe médica. Pessoas com Síndrome Metabólica têm chances três vezes maiores de morte por doença cardiovascular e duas vezes maior de mortalidade geral. Por isso, saber o que é a Síndrome Metabólica, quais as causas e os tratamentos é tão importante. 

Causas e Fatores de Risco 

De acordo com a endocrinologista Kristhiane Di Domenico (CRM 10458 – RQE 8908), a principal causa da síndrome metabólica é a obesidade. “Hoje em dia sabemos que o fator genético influencia bastante na questão da obesidade. No entanto, hábitos de vida não saudáveis favorecem o excesso de peso e a obesidade. Por sua vez, essa condição favorece o aparecimento de outras doenças que compõem a síndrome. Por isso, dizemos que a obesidade é a base da síndrome metabólica”, explica.

A obesidade e o sedentarismo estão entre as principais causas de aumento da pressão arterial, diabetes e dislipidemia (gordura no sangue). Essas condições, quando ocorrem de forma isolada, já representam risco cardiovascular. Quando juntas, potencializam o risco e as complicações. 

 

“Por isso, é importante tratar todas as condições de saúde associadas à síndrome metabólica de forma conjunta. Como estão diretamente relacionados à obesidade, é fundamental buscar também a redução de peso. Dessa forma, é preciso cuidar da alimentação e fazer exercícios físicos regularmente, além da adoção de tratamento medicamentoso, em muitos casos”, ressalta Dra. Kristhiane Di Domenico (CRM 10458 – RQE 8908), endocrinologista em Florianópolis/SC. 

 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia, a Síndrome Metabólica ocorre quando o paciente apresenta três, dos cinco critérios abaixo:

 

  • Obesidade central – circunferência da cintura superior a 88 cm na mulher e 102 cm no homem;
  • Hipertensão arterial – pressão arterial sistólica de 130 mmHg e/ou pressão arterial diastólica de 85 mmHg, ou seja 13 por 8;
  • Glicemia alterada (glicemia 110 mg/dl) ou diagnóstico de Diabetes;
  • Triglicerídeos acima de 150 mg/dl;
  • HDL colesterol (colesterol bom) menor que 40 mg/dl em homens e menor que 50 mg/dl em mulheres.

Obesidade Central

A obesidade é um mal presente em todo o mundo. No Brasil, 19,8% da população é obesa, de acordo com dados de 2018, divulgados pelo Ministério da Saúde. Já o sobrepeso tem um índice ainda maior, atingindo 55,7%, ou seja, mais da metade da população. Nesse contexto, os dados são alarmantes e merecem atenção especial. No entanto, no caso da Síndrome Metabólica, mais do que a obesidade total, a obesidade central é mais preocupante.

 

“A obesidade central não é, necessariamente, o excesso de peso, mas sim a cintura aumentada. Ou seja, quando falamos em obesidade central, não falamos em Índice de Massa Corporal (IMC), mas da circunferência da cintura. Quando a cintura é maior de 88 cm na mulher e maior de 102 no homem, é um sinal de alerta. Por isso, para diminuir a obesidade central, às vezes não adianta apenas fazer dieta. Afinal, o peso pode diminuir, mas a gordura abdominal continuar. Então, é preciso aliar alimentação com exercício físico. Isso precisa ser orientado aos pacientes diagnosticados com a Síndrome Metabólica.”, explica a endocrinologista, Dra. Kristhiane Di Domenico (CRM 10458 – RQE 8908).

 

A gordura concentrada na região abdominal é bastante prejudicial à saúde. Isso porque ela produz substâncias que causam a obstrução dos vasos sanguíneos. Essa condição eleva o risco de doenças cardiovasculares, como o infarto e o acidente vascular cerebral (AVC).

Como tratar a Síndrome Metabólica?

Muitas pessoas com Síndrome Metabólica não sabem que são portadoras da doença. Em geral, costumam identificar a hipertensão, o Diabetes e a obesidade, mas os tratam de forma isolada. 

 

“A maioria dos pacientes com Diabetes tipo 2 sofre – ou sofrerá de Síndrome Metabólica um dia, uma vez que estão diretamente associadas. Por isso é tão importante o acompanhamento médico periódico”, complementa Dra. Kristhiane Di Domenico (CRM 10458 – RQE 8908).

 

É importante salientar que o tratamento da Síndrome Metabólica passa por especialistas de diversas áreas. Afinal, trata-se de uma síndrome, e não de uma doença isolada. Assim, uma equipe composta por cardiologista, endocrinologista, nutricionista e educador físico é importante na condução do tratamento. 

 

“O primeiro pilar do tratamento é a mudança dos hábitos de vida. Nela, a adequação da alimentação e a adoção de exercícios físicos regulares são fundamentais. As medicações específicas para cada doença entram em conjunto. Atualmente, algumas medicações tratam mais de uma doença, o que facilita para o paciente” explica Dra. Kristhiane Di Domenico (CRM 10458 – RQE 8908), endocrinologista.

 

Atividade Física no Tratamento Síndrome Metabólica

Como vimos, a atividade física regular é muito importante no tratamento da Síndrome Metabólica. Além da perda de peso, ela auxilia no aumento do HDL, o colesterol bom. 

 

“Mesmo hoje em dia, com os avanços da Medicina, não existe medicação para aumentar o colesterol bom (HDL). Os medicamentos para colesterol auxiliam a reduzir os níveis de colesterol ruim e, muitas vezes, acabam baixando o colesterol bom também. Assim, para aumentar o HDL, contamos com a ingestão de gorduras boas (provenientes das oleaginosas, das sementes, do abacate, etc) e com a atividade física. O que mais aumenta o HDL é o exercício físico regular e de intensidade moderada”, conclui a Dra. Kristhiane.

 

A Organização Mundial da Saúde recomenda a prática de atividades físicas, de leve à moderada, por 150 minutos semanais ou, pelo menos, 75 minutos de atividades de maior intensidade por semana. Com a rotina diária cada vez mais atribulada, nem sempre é possível realizar o exercício. A OMS dá algumas dicas para começar a prática e mudar os hábitos de vida ruins:

 

  • Encontre um local adequado para praticar as atividades físicas, como parques, praças e similares;
  • Comece com uma atividade que não exige alto preparo físico;
  • Pratique atividade física perto de casa, não exigindo grandes deslocamentos, o que ajuda na manutenção desse hábito;
  • Procure atividades realizadas por várias pessoas, inclusive do seu círculo de amizade, o que poderá ser um estímulo a mais.

Mudança de Hábitos de Vida

O tratamento da Síndrome Metabólica exige mudanças urgentes no estilo de vida. Apesar de nem sempre ser fácil, essa mudança é necessária e possível. “A Síndrome Metabólica é resultado de muitos anos de hábitos de vida ruins. Por isso, começa a dar sinais a partir dos 20 anos de idade. Ou seja, aparece por conta de maus hábitos a longo prazo. A dificuldade de mudá-los é o que torna a síndrome metabólica uma doença crônica”, conclui a Dra Kristhiane Di Domenico (CRM 10458 – RQE 8908). 

Apesar de ser uma doença crônica, a Síndrome Metabólica pode ser controlada com o tratamento adequado. Fique atento aos sintomas e acompanhe regularmente com seu médico. Mudar os hábitos de vida é fundamental para a manutenção de uma vida saudável. Conte com a Prevencordis sempre que precisar!