Para que serve o eletrocardiograma e como é feito?

A medicina conta com uma série de ferramentas para auxiliar no diagnóstico de doenças e para indicar o melhor tratamento. Entre elas, está o eletrocardiograma (ECG). Trata-se de um exame que capta e registra a atividade do coração durante o seu funcionamento. Apesar de ser antigo, criado por volta de 1903, o eletrocardiograma é ainda muito utilizado pela sua eficácia e segurança. 

O médico cardiologista da Clínica Prevencordis, Dr. Marcelo Rossa (CRM 10042/ RQE 11164), explica que o exame “permanece sendo capaz de identificar com segurança inúmeras doenças ou problemas do coração, tanto nas avaliações de rotina, como nas indicações definidas, de forma prática e rápida permitindo salvar muitas vidas”.  

 

Para que serve o eletrocardiograma?

Por meio do eletrocardiograma é possível avaliar os batimentos do coração e detectar alguma anormalidade. O exame é indicado para diagnosticar diversas doenças do coração, principalmente, as arritmias cardíacas e doenças isquêmicas, ou seja, quando há obstrução das artérias coronárias. 

Além dessas, outras alterações podem ser detectadas no eletrocardiograma. Entre elas, distúrbios no ritmo cardíaco e na condução elétrica dos nervos do coração. 

Nas situações emergenciais, quando há suspeita de infarto do miocárdio, o eletrocardiograma é um dos primeiros exames a serem realizados. No entanto, também é um exame fundamental na avaliação cardiológica de rotina. 

 

Como o eletrocardiograma é feito

O eletrocardiograma é um exame simples, indolor e não invasivo. Em média, tem duração de 20 minutos. É realizado com o paciente deitado em uma maca, com a colocação de eletrodos no tórax, braços e pernas. 

Os eletrodos vão medir a condução elétrica do coração, que será registrada no aparelho chamado eletrocardiógrafo. A atividade do coração é representada graficamente e impressa para avaliação e elaboração do laudo do médico cardiologista.

O eletrocardiograma não tem nenhuma contraindicação e também não exige nenhuma preparação especial. Porém, nos homens, pode ser necessária a depilação das áreas em que serão colocados os eletrodos para melhor aderência do material. 

 

“Por ser um exame relativamente simples na sua realização, geralmente não costuma causar desconfortos. No entanto, algumas pessoas com limitações físicas, como problemas de coluna, por exemplo, ou portadores de necessidades especiais podem precisar de maior atenção do profissional executor a fim de tornar o exame o mais confortável possível.” – Dr. Marcelo Rossa (CRM 10042/ RQE 11164), cardiologista da Clínica Prevencordis.

 

Quem precisa realizar o exame?

Normalmente, o eletrocardiograma é realizado quando existe suspeita de doença cardíaca. No entanto, é solicitado também como exame de rotina da avaliação cardiológica, como forma de ação preventiva. 

Por isso, é importante estar atento aos sintomas e procurar um médico cardiologista se for o caso. A idade também é um indicativo para fazer uma consulta com o cardiologista e avaliar a necessidade de realização do exame. Homens com histórico familiar de doença cardíaca devem ir ao cardiologista aos 30 anos e, as mulheres, aos 40 anos. Quando não há a presença de fatores de risco associados, a idade aumenta para 45 anos, para os homens, e 50 anos, para as mulheres. 

 

Quando é necessário exame complementar ao eletrocardiograma?

É comum que os batimentos cardíacos e o fluxo sanguíneo apresentem anormalidades por um breve período. Por esse motivo, muitas vezes a alteração não é percebida durante a realização do eletrocardiograma. 

Nesses casos, o médico cardiologista avalia o laudo e, se for necessário, solicita complementação com outros exames cardiológicos. Entre eles, o Holter, que avalia a condução elétrica do coração por um período estendido, para elucidação diagnóstica.

O eletrocardiograma é de extrema importância para o diagnóstico de doenças cardíacas. A realização de exames com médico cardiologista especializado pode fazer toda a diferença no diagnóstico. Não deixe de consultar seu médico ao sinal de qualquer sintoma e sempre faça seus exames de rotina. A maioria das doenças cardiovasculares podem ser prevenidas. Mantenha uma vida saudável e conte com a Prevencordis sempre que precisar. 

 

 

 

 

 

Holter: como é e para que serve

Holter é um exame cardiológico utilizado para registrar e gravar os batimentos cardíacos por um determinado período, geralmente de 24 horas até 72 horas. O registro é feito por um dispositivo portátil que monitora a atividade elétrica do coração. Dessa forma, é como um eletrocardiograma por um tempo prolongado.

Com mais de 50 anos de existência, o Holter ainda é um dos métodos mais utilizados para detectar problemas nos batimentos cardíacos. Além disso, a técnica vem evoluindo a cada ano. Assim, atualmente apresenta aparelhos menores e mais práticos.

 

Quando o Holter é indicado?

O exame de Holter é utilizado para detectar anormalidade nos batimentos cardíacos. Segundo o médico cardiologista da Prevencordis, Dr. Fabricio Mallmann (CRM 14425 / RQE 8979), o exame é indicado para “investigação de palpitação, irregularidades dos batimentos, desmaios, tonturas e cansaço. Utiliza-se também para investigação de causa de acidente vascular cerebral (AVC)”.

O objetivo do Holter é avaliar os batimentos do coração durante as atividades diárias, como trabalho, exercícios físicos, repouso, estresse. O exame classifica e quantifica os tipos de arritmia e informa a frequência cardíaca mínima, média e a máxima. Além disso, é indicado também para acompanhamento de pacientes que usam marcapasso ou cardiodesfibriladores.

 

“Em pacientes com AVC de causa não determinada, sugere-se repetir o Holter para aumentar a possibilidade de detecção de arritmias paroxísticas (sazonais) como causa do AVC.” – Dr. Fabricio Mallmann (CRM 14425 / RQE 8979), cardiologista da Clínica Prevencordis. 

 

A Sociedade Brasileira de Cardiologia sugere a utilização do Holter nas seguintes situações:

  • Investigação de arritmias como causa de sintomas ocorridos durante as atividades diárias;
  • Avaliação de suspeita de isquemia miocárdica;
  • Avaliação da resposta terapêutica de agentes antiarrítmicos e anti-isquêmicos;
  • Auxílio de diagnóstico de eventos cardíacos futuros.

 

Como é realizado o Holter?

O Holter é um exame simples e indolor que não impede as atividades diárias do paciente. Na clínica, três eletrodos são fixados no tórax do paciente. Eles ficam conectados a um pequeno aparelho, acoplado na cintura. Os batimentos cardíacos ficam registrados e gravados no dispositivo. 

Depois, o paciente pode realizar a sua rotina normalmente. A cada hora, o Holter calcula a frequência cardíaca média, máxima e mínima. Além disso, também registra a distribuição de eventos arrítmicos e isquêmicos e os traçados eletrocardiográficos selecionados. Após 24 horas, o paciente retorna à clínica para a retirada do aparelho. Os registros são então analisados e o laudo é realizado pelo cardiologista especializado em arritmias cardíacas. 

 

Preparação para o Exame

Apesar de simples, a realização do exame de Holter demanda alguns cuidados. Durante o exame, o paciente não poderá tomar banho. Dessa forma, orienta-se que o paciente tome banho antes da colocação do aparelho na clínica. Além disso, é necessária a depilação dos pelos em excesso no tórax e, também, limpeza para a fixação correta dos eletrodos no peito.

 

Holter x Mapa

Holter e Mapa são exames de monitoração cardíaca fora do ambiente hospitalar. Na maioria das vezes, ambos tem duração de 24 horas, porém com objetivos diferentes. 

O Holter monitora os batimentos cardíacos com o objetivo de investigar irregularidades na frequência cardíaca. Dessa forma, busca diagnosticar doenças como as arritmias cardíacas.

 Já o Mapa é a monitorização da pressão arterial. Assim, é utilizado para identificar hipertensão arterial e para a resposta do seu tratamento. Para a realização do MAPA, utiliza-se o manguito do esfigmomanômetro (“aparelho de pressão”). O dispositivo é colocado em um dos braços para registro da pressão arterial.

Diante de sintomas como palpitações ou desmaios, consulte seu cardiologista clínico para uma avaliação cardiológica. Ele poderá incluir a realização do exame de Holter. Se precisar, conte com a equipe de cardiologistas da Clínica Prevencordis, em Florianópolis, para consultas e exames cardiológicos.  

 

 

 

 

O que o Ecocardiograma diz sobre o Coração?

O exame ecocardiograma auxilia na detecção de doenças cardíacas e é fundamental para definição e condução do tratamento destas .

Com os avanços tecnológicos, os exames cardiológicos estão cada vez mais precisos, pois possuem imagens de melhor qualidade e maior quantidade de recursos para as análises. O ecocardiograma é um desses exames. Ele é um ultrassom e, por meio da emissão de ondas sonoras, mostra imagens que permitem avaliar todas as estruturas do coração e as suas funcionalidades.

“Com ele, é possível detectar anormalidades adquiridas ou congênitas e quantificar a sua repercussão.” – Dra. Carmen Fontana Costa (CRM 5484 / RQE 4895), Cardiologista e Ecocardiografista da Clínica Prevencordis.

Quando o Ecocardiograma é Indicado?

O ecocardiograma é indicado quando, durante uma consulta, o médico cardiologista detecta alguma alteração que necessite de uma investigação mais avançada por método de imagem.

Essas alterações podem ser identificadas tanto no exame físico quanto no eletrocardiograma, exame que registra a condução do impulso elétrico no coração. Os sintomas relatados pelo paciente também são levados em consideração.

Entre os sintomas ou informações que podem sugerir a necessidade do ecocardiograma, pode-se citar: 

  • cansaço;
  • falta de ar;
  • dor no peito;
  • arritmia;
  • histórico familiar de doenças cardiovasculares;
  • entre outros.  

Durante o exame de ecocardiograma, são avaliados os tamanhos das câmaras cardíacas, a espessura do miocárdio, as valvas cardíacas, as artérias e veias que entram e saem do coração, bem como todas as demais estruturas cardíacas. 

A funcionalidade do coração é avaliada pela análise da contratilidade do músculo cardíaco, com mensuração da fração de sangue bombeada a cada batimento e pela análise dos fluxos. Através dessa análise, avalia-se o funcionamento das válvulas cardíacas e também a presença de fluxos ou passagens anormais do sangue pelas câmaras do coração. 

Assim, o ecocardiograma permite diagnosticar doenças cardíacas e graduar a sua repercussão. 

“É possível detectar doenças das válvulas cardíacas, do músculo cardíaco, doenças isquêmicas do coração, como infarto e angina, tumores cardíacos, doenças do pericárdio, da aorta, avaliar próteses valvares, pesquisar sinais de endocardite infecciosa, dentre outras aplicações.” – Dra. Carmen Fontana Costa (CRM 5484 / RQE 4895).

 

Auxílio em Intervenções Cirúrgicas e Percutâneas

O ecocardiograma fornece dados fundamentais para auxiliar o cardiologista na definição das estratégias a serem tomadas com relação à doença identificada. Entre elas, na indicação ou não de intervenções cirúrgicas ou percutâneas (através de cateter).

“Atualmente, o ecocardiograma transesofágico está sendo muito utilizado durante os procedimentos invasivos, devido à qualidade das suas informações, sua eficácia e segurança. Hoje, é recurso fundamental para monitoramento de intervenções em nível hospitalar. Ele fornece detalhamento anatômico aos cirurgiões e hemodinamicistas, monitora o posicionamento e liberação de próteses, bem como o resultado final, antes do procedimento ser encerrado, contribuindo para melhores resultados.” – Dra. Carmen Fontana Costa (CRM 5484 / RQE 4895).

Como é realizado o Ecocardiograma?

O ecocardiograma é um ultrassom na região torácica. Portanto, não é invasivo e não traz nenhum risco para os pacientes.

“Em geral, as pessoas vêm apreensivas. Porém, o exame em si não traz riscos. No máximo, pode ser realizada uma leve compressão sobre o tórax, para adquirir as melhores imagens.” – esclarece Dra. Carmen.

O ecocardiograma é indicado para todas as idades e leva, em média, de 15 a 20 minutos. Alguns exames podem exigir um pouco mais de tempo, dependendo do grau de complexidade e do conjunto de informações a serem avaliadas.

Algumas condições podem limitar a visualização do coração durante a realização do exame. São elas: tórax muito grande, doenças pulmonares, como o enfisema, próteses mamárias ou cirurgias recentes na região mamária esquerda.

Em suma, o ecocardiograma é um exame seguro e que traz dados importantes sobre o coração. Por esse motivo, é peça fundamental no arsenal do cardiologista. Converse com o seu médico sobre a necessidade de realização do exame e tire suas dúvidas. Se precisar de ajuda, conte com os profissionais da Clínica Prevencordis, no Centro de Florianópolis!