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Pressão Alta: como combater este mal

A pressão arterial é definida pela pressão que o sangue exerce na parede das artérias. Quando há uma tensão maior, capaz de forçar essa estrutura, estabelece-se uma condição de pressão alta ou hipertensão. Podendo resultar em um quadro prejudicial à saúde.

 

A pressão arterial é medida em milímetros (mm) e centímetros (cm) de mercúrio (Hg). São considerados níveis normais, os valores de 120 mm por 80 mmHg ou 12 por 8 cm de Hg. A hipertensão é definida quando esses valores persistem acima de 140 mm por 90 mmHg ou 14 por 9 cm de Hg.

De acordo com o Ministério da Saúde, a hipertensão afeta pelo menos um a cada quatro adultos no Brasil. Além disso, a pressão alta é um importante fator de risco para doenças cardiovasculares, como infarto e acidente vascular cerebral (AVC). Para se ter uma ideia, somente em 2017, foram registradas mais de 300 mil mortes decorrentes de doenças cardiovasculares no País.  

 Hipertensão: doença silenciosa

De acordo com o cardiologista Dr. Rodrigo Morato Valério (CRM 19235 – RQE 12510), a elevação da pressão arterial não necessariamente apresenta sintomas. “A grande maioria dos pacientes não sente absolutamente nada. Por vezes, acontece também o inverso, acham que algum sintoma está relacionado à hipertensão, mas não está”, explica.

Em alguns casos, é possível que o paciente sinta dor na nuca, que pode estar associada a um aumento da pressão arterial. O diagnóstico de hipertensão é confirmado quando a pressão persiste acima dos níveis normais. Ou seja, nos casos em que a pressão se apresenta elevada durante a consulta médica e, também, em outros momentos em que o paciente faz a aferição em casa, por exemplo.

“A hipertensão é uma doença silenciosa e suas consequências podem ser bastante graves. Não são incomuns os casos onde os pacientes vivem anos hipertensos e o primeiro sinal é uma complicação desse quadro, como um AVC, por exemplo. Então, é importante nunca esperar a pressão alta dar sintomas para tratar.” – Dr. Rodrigo Morato Valério (CRM 19235 – RQE 12510), cardiologista da Clínica Prevencordis.

Estima-se que cerca de 90 a 95% das causas de pressão alta sejam hereditárias. Quanto mais casos de hipertensão na família, maiores as chances de uma pessoa desenvolver a doença. Os outros 5 a 10% são das chamadas hipertensões secundárias, decorrentes de outras doenças como apneia obstrutiva do sono, hipotireoidismo, insuficiência renal e uso de alguns medicamentos, por exemplo. 

Prevenção no Combate à Hipertensão

As complicações da pressão arterial alta são, geralmente, muito graves. Adotar hábitos de vida saudáveis é a melhor maneira de combater a doença. Dr. Rodrigo esclarece que é possível evitar a hipertensão com uma mudança nos hábitos alimentares. Assim, privilegiar uma dieta saudável, consumindo frutas, verduras, legumes, proteínas e evitando a ingestão exagerada de sal é recomendado. Além disso, é importante também a prática de atividades físicas regulares.

“Quando há histórico familiar de hipertensão, geralmente a doença se manifesta mais cedo. Nesses casos, a mudança de estilo de vida pode retardar o início e também facilitar o tratamento.” – Dr. Rodrigo Morato Valério (CRM 19235 – RQE 12510), cardiologista da Clínica Prevencordis.

O sódio é o principal componente do sal de cozinha e seu consumo excessivo é um dos responsáveis pelo aumento da pressão arterial. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o consumo de sal não ultrapasse 5 gramas por dia. De acordo com Pesquisa de Orçamentos Familiares realizada pelo IBGE, os brasileiros consomem 12 gramas/dia, mais do que o dobro do recomendado.

Dr. Rodrigo alerta que o consumo de alimentos processados é um dos grandes vilões da ingestão excessiva de sal. “Estima-se que 70% mais ou menos do sal na nossa alimentação vem de alimentos processados. Quando falamos para evitar o sal, as pessoas pensam no sal que se coloca na comida, na hora de temperar um alimento. No entanto, tudo o que vem em caixinhas, saquinhos, etc… E que tem uma data de validade longa, geralmente tem o sódio como um dos conservantes principais. Por isso, é fundamental evitar os alimentos processados, principalmente embutidos, que tem muito sódio.”

Complicações da Pressão Alta

Por não apresentar sintomas, a hipertensão geralmente é diagnosticada quando alguma complicação mais grave acontece. Além disso, nos casos em que o paciente não faz o tratamento adequado, com medicamento e mudança no hábito de vida, está mais suscetível ao surgimento de outras doenças.

“Na hipertensão de longa data, o paciente que não acompanha, que não cuida da alimentação, não toma remédio e passa por alguns anos hipertenso, geralmente tem uma expectativa de vida 10 anos menor do que a população em geral. E a grande questão não é só morrer mais cedo. O problema é que, às vezes, a pressão alta leva a problemas de saúde que reduzem muito a qualidade de vida.” – – Dr. Rodrigo Morato Valério (CRM 19235 – RQE 12510), cardiologista da Clínica Prevencordis.

Entre as principais complicações da hipertensão estão: acidente vascular cerebral (AVC), infarto, retinopatia hipertensiva, que pode causar cegueira, insuficiência renal com necessidade de hemodiálise e, às vezes, necessidade de transplante dos rins.

Tratamento da Pressão Alta

Percebe-se que o tratamento adequado é indispensável para o restabelecimento da saúde e para evitar que problemas mais graves aconteçam. A hipertensão é tratada com medicamentos, indicados pelo médico cardiologista que vai avaliar o paciente e indicar o melhor caminho. Além disso, o tratamento da pressão alta contempla a adoção de hábitos de vida saudáveis, capazes de colaborar bastante com os resultados.

Dr. Rodrigo reforça que a aferição da pressão arterial também faz parte do tratamento. “O paciente tem que ter o hábito de medir a pressão. O único jeito de saber que a pressão está bem controlada é medir regularmente. Não precisa medir todos os dias, mas uma aferição com uma certa frequência precisa ter”, conclui.

Se você tem histórico familiar de pressão alta, visite seu cardiologista. A prevenção é sempre o melhor caminho. Se precisar de ajuda, conte com a equipe de cardiologistas da Clínica Prevencordis!